Apresentação

 

O GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM POLÍTICAS CURRICULARES (GEPPC) foi instituído por professores (as), alunos (as) de instituições públicas e privadas do Estado da Paraíba, com a finalidade de analisar os impactos das reformas do Estado brasileiro nas Políticas e nas Práticas Curriculares e de formação docente. Desde 2002, vem desenvolvendo atividades de estudos e pesquisas regulares, integrando docentes e discentes da graduação e pós-graduação. Ainda tem viabilizado oportunidades de intercâmbio entre grupos de pesquisa em Estudos Curriculares através da participação em eventos e outras atividades acadêmicas em universidades do Brasil e do exterior.

As pesquisas desenvolvidas fundamentam –se em abordagens: critica e cultural. A perspectiva critica contextualiza as políticas curriculares na conjuntura de reformas do Estado Brasileiro e o impacto destas nos processos de formação de identidades de docentes e nas práticas educativas. Os resultados dessas pesquisas constatam que as políticas destinadas à organização e à seleção do conhecimento oficial, constitutivo do currículo, nem sempre estiveram em discussão nas escolas da educação básica do Brasil. Historicamente, tais políticas representam interesses conflitantes e tornam-se bandeiras de campanhas dos processos eleitorais. Subjacentes a elas estão valores relacionados às concepções de sociedade, que os governantes pretendem preservar ou aquelas que pretendem construir. Nesta perspectiva, o currículo torna-se fator de investimentos, constitui campo de disputas e oculta relações de poder.

Essas propostas não aparecem isoladas, estão, sempre, relacionadas a reformas educacionais e associadas a processos de formação de docentes, agentes responsáveis pela implementação dessas reformas. No entanto, os investimentos em formação não asseguram o retorno esperado. Os professores e as professoras, em geral, têm manifestado reações de resistência, que vão da rejeição individual, revelada sob a forma de passividade, à mobilização confirmada em movimentos organizativos.

Se, por um lado à formação vem sendo posta nos discursos dos governantes, que estabelecem relação entre esta e a valorização do magistério da educação básica, por outro lado o valor não se relaciona à dimensão criadora do trabalho e a qualidade social da educação. O currículo tradicionalmente prioriza o conhecimento a ser transmitido e deixa à margem o sujeito em formação e a sua história pessoal e não estabelece relação com a profissionalização da categoria.

No que se refere à abordagem cultural a pesquisa em andamento prioriza as abordagens sobre identidade, enfocando o processo dinâmico em que elas são constituídas, sem deixar de considerar a influência das diferentes agências de socialização.

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